Bem-vindos!

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Minha História - parte 3

     Alguns dias passaram a semanas, algumas semanas passaram a um mês completo. E nem sinal de João. Admito que fiquei um pouco admirada por não ter tido notícias dele, mas nada fiz acerca disso. Estava mesmo a tentar esquece-lo, até porque não queria sofrer mais por causa de um idiota com ele. E ele também não merece que alguém como a sua pessoa, que engana a namorada, seja amada por quem quer que seja.
***
     Quinta-feira. O pior dia da semana. Porquê? Porque eu vou super carregada para a escola e tenho de andar sempre a correr. Mas mesmo sendo quinta-feira, eu acordei e levantei-me da cama. A vontade não era nenhuma, mas tinha aula de artes (mais comummente conhecida como Educação Visual ou E.V.) e o professor é muito rigoroso quanto a atrasos. Por isso levantei-me, tomei um duche para acordar, vesti-me, sequei o cabelo, comi o pequeno-almoço e sai de casa.
     A manhã estava mais quente, comparada com os dias anteriores.
     - A manhã está linda, não está? - perguntei a Zé, enquanto olhava à minha volta.
     - Linda, mas fria! - respondeu-me ele, a observar a sua respiração a desaparecer no ar frio da manhã e a apertar o casaco.
     - Pois... Tenho saudades das nossas férias em Verona. Lá estava quentinho, era Verão...
     - Sim...
     Fomos para a escola. Apesar de estar bastante frio, nós aquecemos rapidamente. Também chegamos em cima da hora, quando o professor ia fechar a porta. Mas a aulas correu bem e rapidamente.
     Como depois da aula de artes não tínhamos mais aulas até à uma e meia da tarde, decidimos voltar para casa e estudar para o teste de ciências naturais, que íamos ter para a semana. Mas quando saímos da escola eu avistei João. Estava ao pé do café que fica em frente à escola. Como eu e Zé tínhamos decidido ir comprar qualquer coisa para ir a comer pelo caminho, começamos a dirigir-mo-nos para lá. Quando chegamos um pouco mais perto, conseguimos ouvir a voz da rapariga. Pareceu-me saber de quem era, mas eu não podia estar correcta... Continuamos a andar e a aproximar-mo-nos. E foi aí. Foi assim que eu não só ouvi como vi quem era a rapariga. Era Ana.
     Ela riu-se e ele inclinou-se para a beijar. Algo a que ela respondeu com a mesma moeda. Uma lágrima triste e solitária correu-me pelo rosto. Olhei para o meu irmão. Estava sério e triste, tudo ao mesmo tempo. E eu sabia o que ele ia fazer a seguir. Eu sabia que ele não ia esperar até estar mais calmo para acabar tudo com ela. O que eu não sabia era se ele ia tentar dar um soco a João. Mas deixei-o ir. Até fui com ele.
     - Ana - disse o meu irmão.
     - Oh... Amor, não é o que pensas...
     - Cala-te. Sinceramente? Eu já andava a desconfiar. Está tudo acabado entre nós.
     - Mas... Zé, meu amor...
     - E tu, - comecei eu a dizer - João, ainda tens a lata de me mandar mensagens a dizer que me amas! Como queres que acredite em ti?!
     - Bella...
     - Eu nunca mais te quero ver à frente. E, - disse eu, virando-me para Ana - a ti aconselho-te a esqueceres o meu irmão, se é que já não o fizeste.
     Eu comecei a virar costas mas João agarra-me o braço. Ia começar a dizer para ele me largar, mas Zé antecipou-se a mim:
     - Larga o braço da minha irmã, João.
     - Bella, deixa-me explicar. Por favor.
     - Larga-me - disse eu.
     - Não vou voltar a dizer para a largares, João - avisou o meu irmão.
     Ele não me largou. Continuava a suplicar-me com os olhos por uma oportunidade que não iria ter. Zé fartou-se. Como João não me largava a bem, ia largar-me a mal. Então, Zé deu-lhe um soco e encaminha-mo-nos para casa.

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Minha Historia - parte 2

     O dia passou rapidamente e sem mais encontros desagradáveis. Foi essencialmente por ter sido um dia tão calmo que, às seis e meia, eu até estranhei não ter voltado a ver o João. Quer dizer, o rapaz tem andado quase que a perseguir-me desde que acabámos! Mas a verdade é que não estava por perto.
     Eu e o Zé fomos para casa. Apesar de ainda haver uma réstia de sol, estava bastante frio. Fiquei contente por me ter lembrado de trazer um cachecol e ter trazido o meu casaco preto quentinho.
     Quando chegamos a casa, eu peguei no computador portátil e sentei-me com ele na cama. Liguei-o e, de seguida, foi à Internet e iniciei sessão no Windows Live Messenger (mais conhecido por MSN). Estavam dois amigos meus online. Ambos são italianos que eu e o meu irmão conhecemos num dos nossos muitos Verões em Verona, Itália, em casa do nosso primo Afonso.
     Julieta e Romeu, dois primos que moram juntos na quinta da família de ambos, são os únicos fora da nossa família que nós conhecemos em Verona.
***
     Na manhã seguinte ao meu encontro com João, eu acordei com vertigens e muito enjoada. Mas mesmo assim eu tentei levantar-me. Mas fiquei pelo tentar, pois bastou sentar-me na borda da cama para me sentir tão mal que tive de voltar a deitar-me. Foi no momento em que me deitei que o meu irmão entrou no quarto, vindo do seu banho matinal. Espantado por eu ainda não me ter levantado, foi até à minha beira.
     - Estás bem mana?
     - Não... - disse eu, a gemer porque me estava a vir a bílis à garganta.
     - Que tens?
     - Não sei...
     - Espera aqui. Eu vou chamar a Mãe.
     - Achas que eu ia sair daqui? - quando eu não estou bem, sou muito sarcástica. Pergunto-me porque é que isso acontecerá...
     Zé foi chamar a nossa mãe, que trouxe com ela o termómetro. Tinha trinta e nove graus de febre. A minha mãe chamou o médico e mandou o meu irmão para as aulas. Ele beijou-me na testa e saiu do quarto. Mais ou menos um quarto de hora depois chegou o médico. Viu-me a respiração, a febre, a garganta e fez mais alguns testes. Falou com a minha mãe durante uns minutos e apenas depois se virou para mim.
     Perguntou-me o que sentia, que sintomas tinha e se precisava de alguma coisa. Respondi às suas perguntas e ele passou uma receita à minha mãe. Depois foi embora. A minha mãe acompanhou-o à porta e depois veio ter comigo.
     - Descanso esta semana, sopinha quente e nada de apanhar frio foram as ordens do médico - disse a minha mãe.
     - Está bem. Vou dormir durante um bocadinho, está bem?
     - Está bem.
***
     Dormi durante toda a manhã. Acordei um pouco mais bem-disposta e acabei por almoçar à mesa com a minha mãe. Durante a tarde a minha mãe foi trabalhar, eu deitei-me na cama com o portátil e o telemóvel e o meu irmão regressou a meio da tarde. Como não tinha trabalhos de casa para fazer, deitou-se a meu lado na cama e assim ficamos até chegar a minha mãe e termos de ir jantar.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Minha História - Parte 1

     - Mãe, eu não me esqueço, a sério. Quando vier da escola eu passo pelos Correios e até escrevo no telemóvel o preço do selo, só para não me esquecer! - disse eu, que tentava ir para as aulas.
     - Mãe, se ela não se lembrar, lembro-me eu. Mas nós temos de ir porque estamos a ficar atrasados.
     - Pronto, okay, vão lá. Portem-se bem.
     Com isto, eu e o Zé podemos finalmente sair de casa. Zé é o meu irmão gémeo. Somos muito chegados e os melhores amigos um do outro. Andamos no nono da escola C+S de Gueifães, uma localidadezinha em Portugal. Adoramos aquela escola apesar de todos os seus defeitos (e olhem que são muitos. Não é que eles preferiram tirar-nos um espaço entre o SASE e o bufete, mas nem acrescentam aos pavilhões de aulas nem arranjam o ginásio? Cambada de totós!).
     Estávamos quase a chegar à escola quando encontramos Ana, a namorada do meu irmão e minha grande amiga. Estava com o meu ex-namorado, algo que raramente acontecia desde a semana passada, quando eu terminei a relação entre nós. Mas, tal como a minha mãe diz, nada é impossível!
     - Boa tarde, João - disse o meu irmão depois de dar um beijo rápido a Ana.
     - Boa tarde, Zé. Bella.
     - Olá João - respondi eu. Nenhum de nós esperava encontrar o outro, ou, pelo menos, eu não esperava.
     - É bom ver-te. Eu... - olhou para o meu irmão e para a namorada dele e calou-se quanto ao que ia dizer. - Continuas linda.
     - Obrigada. Ah... Tenho de ir, desculpa. Tenho pessoas à minha espera na escola. Fica bem.
     - Adeus Isabella. Até qualquer dia.
     - Vemos-nos lá dentro mana - disse o Zé.
     - Okay - respondi, ainda olhar para João.
     Depois deste pequeno diálogo eu apenas virei costas e fui para a escola. Conseguia sentir o olhar penetrante de João me mandava. Quando entrei na escola recebi uma mensagem:

TENHO SAUDADES TUAS.
ACHAS Q PODEMOS VOLTAR?
PF
AMT MUITO
ASS. JOAO

     Suspirei. Eu tinha acabado tudo porque ele me traiu com a minha melhor amiga, mas agora tinha a lata de me dizer que me ama. Tenho de admitir que eu ainda o amo, mas ele magoou-me muito, caramba! Portanto, o que eu devia fazer era esquece-lo e seguir em frente, mas como de costume é mais fácil falar do que fazer.
     Decidi que tinha de responder-lhe e, desde já, tirar-lhe toda a esperança.

NUNCA
ESQUECE-ME
ADEUS

     Tão rapidamente enviei, rapidamente me arrependi. Não devia ter-lhe respondido. Porquê? Porque agora apesar de eu ter dito que ele não tinha hipóteses, eu respondi-lhe à mensagem, o que quer dizer que secalhar até tem hipóteses. Mas agora, o que está feito, feito está. E não há nada que eu possa fazer quanto a isso.
     Decidi que o melhor era não pensar muito no assunto. Não valia a pena! Mas com tudo isto, notei que tinha ficado ao portão da escola. Por isso, fui até à porta da A6 (que era a sala onde eu ia ter aulas) e pousei a minha mochila à porta. Cumprimentei toda a gente que ai se encontrava e fui até ao campo. Alguns amigos meus estavam a jogar futebol. Disse-lhes olá e sentei-me ao lado de um dos campos, no chão, e fiquei a ver o jogo.
     Minutos depois tinha o meu irmão a meu lado, sentado no chão com as pernas cruzadas e a olhar para mim pelo canto do olho, como ele sempre fazia quando estava preocupado comigo.
     - Diz. Sei que me queres dizer algo por causa da maneira como me olhas.
     - Estás bem? - perguntou ele.
     - Sim, acho que sim.
     - Tens certeza?
     - Não.
     - Bella...
     - Deixa lá. Eu ei de ficar bem.
     - O que lá vai, lá vai. Mas não te preocupes, tens me a mim e à Ana.
     - Por falar nisso, onde é que ela anda?
     - Ela falou em ter de conversar com alguém quando eu a acompanhei até à C5... Isto antes de desaparecer bastante rapidamente.
     - Hmm...
     Entretanto toca para dentro.
     - Vamos mana?
     - Sim, vamos. Até porque é aula de história e a professora é bastante severa.
     Fomos para a aula. Eu gosto de história, mas não da matéria que estamos a dar. Eu gosto de mitologia grega, egípcia, celta, romana, asiática, etc. mas não gosto assim muito de história de Portugal. É demasiado baseada em política e economia, na minha opinião.