- Mãe, eu não me esqueço, a sério. Quando vier da escola eu passo pelos Correios e até escrevo no telemóvel o preço do selo, só para não me esquecer! - disse eu, que tentava ir para as aulas.
- Mãe, se ela não se lembrar, lembro-me eu. Mas nós temos de ir porque estamos a ficar atrasados.
- Pronto, okay, vão lá. Portem-se bem.
Com isto, eu e o Zé podemos finalmente sair de casa. Zé é o meu irmão gémeo. Somos muito chegados e os melhores amigos um do outro. Andamos no nono da escola C+S de Gueifães, uma localidadezinha em Portugal. Adoramos aquela escola apesar de todos os seus defeitos (e olhem que são muitos. Não é que eles preferiram tirar-nos um espaço entre o SASE e o bufete, mas nem acrescentam aos pavilhões de aulas nem arranjam o ginásio? Cambada de totós!).
Estávamos quase a chegar à escola quando encontramos Ana, a namorada do meu irmão e minha grande amiga. Estava com o meu ex-namorado, algo que raramente acontecia desde a semana passada, quando eu terminei a relação entre nós. Mas, tal como a minha mãe diz, nada é impossível!
- Boa tarde, João - disse o meu irmão depois de dar um beijo rápido a Ana.
- Boa tarde, Zé. Bella.
- Olá João - respondi eu. Nenhum de nós esperava encontrar o outro, ou, pelo menos, eu não esperava.
- É bom ver-te. Eu... - olhou para o meu irmão e para a namorada dele e calou-se quanto ao que ia dizer. - Continuas linda.
- Obrigada. Ah... Tenho de ir, desculpa. Tenho pessoas à minha espera na escola. Fica bem.
- Adeus Isabella. Até qualquer dia.
- Vemos-nos lá dentro mana - disse o Zé.
- Okay - respondi, ainda olhar para João.
Depois deste pequeno diálogo eu apenas virei costas e fui para a escola. Conseguia sentir o olhar penetrante de João me mandava. Quando entrei na escola recebi uma mensagem:
TENHO SAUDADES TUAS.
ACHAS Q PODEMOS VOLTAR?
PF
AMT MUITO
ASS. JOAO
Suspirei. Eu tinha acabado tudo porque ele me traiu com a minha melhor amiga, mas agora tinha a lata de me dizer que me ama. Tenho de admitir que eu ainda o amo, mas ele magoou-me muito, caramba! Portanto, o que eu devia fazer era esquece-lo e seguir em frente, mas como de costume é mais fácil falar do que fazer.
Decidi que tinha de responder-lhe e, desde já, tirar-lhe toda a esperança.
NUNCA
ESQUECE-ME
ADEUS
Tão rapidamente enviei, rapidamente me arrependi. Não devia ter-lhe respondido. Porquê? Porque agora apesar de eu ter dito que ele não tinha hipóteses, eu respondi-lhe à mensagem, o que quer dizer que secalhar até tem hipóteses. Mas agora, o que está feito, feito está. E não há nada que eu possa fazer quanto a isso.
Decidi que o melhor era não pensar muito no assunto. Não valia a pena! Mas com tudo isto, notei que tinha ficado ao portão da escola. Por isso, fui até à porta da A6 (que era a sala onde eu ia ter aulas) e pousei a minha mochila à porta. Cumprimentei toda a gente que ai se encontrava e fui até ao campo. Alguns amigos meus estavam a jogar futebol. Disse-lhes olá e sentei-me ao lado de um dos campos, no chão, e fiquei a ver o jogo.
Minutos depois tinha o meu irmão a meu lado, sentado no chão com as pernas cruzadas e a olhar para mim pelo canto do olho, como ele sempre fazia quando estava preocupado comigo.
- Diz. Sei que me queres dizer algo por causa da maneira como me olhas.
- Estás bem? - perguntou ele.
- Sim, acho que sim.
- Tens certeza?
- Não.
- Bella...
- Deixa lá. Eu ei de ficar bem.
- O que lá vai, lá vai. Mas não te preocupes, tens me a mim e à Ana.
- Por falar nisso, onde é que ela anda?
- Ela falou em ter de conversar com alguém quando eu a acompanhei até à C5... Isto antes de desaparecer bastante rapidamente.
- Hmm...
Entretanto toca para dentro.
- Vamos mana?
- Sim, vamos. Até porque é aula de história e a professora é bastante severa.
Fomos para a aula. Eu gosto de história, mas não da matéria que estamos a dar. Eu gosto de mitologia grega, egípcia, celta, romana, asiática, etc. mas não gosto assim muito de história de Portugal. É demasiado baseada em política e economia, na minha opinião.
Uma terra criada para jovens autores que desejam ver as suas palavras publicadas para outros as poderem ler. Se algum visitante se quiser tornar residente, que nós siga. Se algum residente quiser ver as suas palavras publicadas, que me mande os seus contos e histórias.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A Minha História - Parte 1
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A minha história
Como houve pelo menos cinco "likes" no post que eu fiz em q perguntei se queriam que eu publicasse a minha história, eu vou mesmo publica-la. Pelo menos assim as meninas da minha turma que estão viciadas na minha história já não têm de estar sempre a pedir-me o caderno ;P
Não prometo publicar mais um bocadinho todas as semanas. E não prometo porque eu nunca sei quando vou escrever mais um pouco, ou quando vou ter tempo de passar o que escrevi para aqui. Mas vou tentar passar para aqui, pelo menos, de duas em duas semanas mais um pouco da história. Pequeno aviso: a história pode ficar bastante romântica de um momento para o outro.
Não prometo publicar mais um bocadinho todas as semanas. E não prometo porque eu nunca sei quando vou escrever mais um pouco, ou quando vou ter tempo de passar o que escrevi para aqui. Mas vou tentar passar para aqui, pelo menos, de duas em duas semanas mais um pouco da história. Pequeno aviso: a história pode ficar bastante romântica de um momento para o outro.
Blessed Be,
Selene Witchcraft.
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