O dia passou rapidamente e sem mais encontros desagradáveis. Foi essencialmente por ter sido um dia tão calmo que, às seis e meia, eu até estranhei não ter voltado a ver o João. Quer dizer, o rapaz tem andado quase que a perseguir-me desde que acabámos! Mas a verdade é que não estava por perto.
Eu e o Zé fomos para casa. Apesar de ainda haver uma réstia de sol, estava bastante frio. Fiquei contente por me ter lembrado de trazer um cachecol e ter trazido o meu casaco preto quentinho.
Quando chegamos a casa, eu peguei no computador portátil e sentei-me com ele na cama. Liguei-o e, de seguida, foi à Internet e iniciei sessão no Windows Live Messenger (mais conhecido por MSN). Estavam dois amigos meus online. Ambos são italianos que eu e o meu irmão conhecemos num dos nossos muitos Verões em Verona, Itália, em casa do nosso primo Afonso.
Julieta e Romeu, dois primos que moram juntos na quinta da família de ambos, são os únicos fora da nossa família que nós conhecemos em Verona.
***
Na manhã seguinte ao meu encontro com João, eu acordei com vertigens e muito enjoada. Mas mesmo assim eu tentei levantar-me. Mas fiquei pelo tentar, pois bastou sentar-me na borda da cama para me sentir tão mal que tive de voltar a deitar-me. Foi no momento em que me deitei que o meu irmão entrou no quarto, vindo do seu banho matinal. Espantado por eu ainda não me ter levantado, foi até à minha beira.
- Estás bem mana?
- Não... - disse eu, a gemer porque me estava a vir a bílis à garganta.
- Que tens?
- Não sei...
- Espera aqui. Eu vou chamar a Mãe.
- Achas que eu ia sair daqui? - quando eu não estou bem, sou muito sarcástica. Pergunto-me porque é que isso acontecerá...
Zé foi chamar a nossa mãe, que trouxe com ela o termómetro. Tinha trinta e nove graus de febre. A minha mãe chamou o médico e mandou o meu irmão para as aulas. Ele beijou-me na testa e saiu do quarto. Mais ou menos um quarto de hora depois chegou o médico. Viu-me a respiração, a febre, a garganta e fez mais alguns testes. Falou com a minha mãe durante uns minutos e apenas depois se virou para mim.
Perguntou-me o que sentia, que sintomas tinha e se precisava de alguma coisa. Respondi às suas perguntas e ele passou uma receita à minha mãe. Depois foi embora. A minha mãe acompanhou-o à porta e depois veio ter comigo.
- Descanso esta semana, sopinha quente e nada de apanhar frio foram as ordens do médico - disse a minha mãe.
- Está bem. Vou dormir durante um bocadinho, está bem?
- Está bem.
- Estás bem mana?
- Não... - disse eu, a gemer porque me estava a vir a bílis à garganta.
- Que tens?
- Não sei...
- Espera aqui. Eu vou chamar a Mãe.
- Achas que eu ia sair daqui? - quando eu não estou bem, sou muito sarcástica. Pergunto-me porque é que isso acontecerá...
Zé foi chamar a nossa mãe, que trouxe com ela o termómetro. Tinha trinta e nove graus de febre. A minha mãe chamou o médico e mandou o meu irmão para as aulas. Ele beijou-me na testa e saiu do quarto. Mais ou menos um quarto de hora depois chegou o médico. Viu-me a respiração, a febre, a garganta e fez mais alguns testes. Falou com a minha mãe durante uns minutos e apenas depois se virou para mim.
Perguntou-me o que sentia, que sintomas tinha e se precisava de alguma coisa. Respondi às suas perguntas e ele passou uma receita à minha mãe. Depois foi embora. A minha mãe acompanhou-o à porta e depois veio ter comigo.
- Descanso esta semana, sopinha quente e nada de apanhar frio foram as ordens do médico - disse a minha mãe.
- Está bem. Vou dormir durante um bocadinho, está bem?
- Está bem.
***
Dormi durante toda a manhã. Acordei um pouco mais bem-disposta e acabei por almoçar à mesa com a minha mãe. Durante a tarde a minha mãe foi trabalhar, eu deitei-me na cama com o portátil e o telemóvel e o meu irmão regressou a meio da tarde. Como não tinha trabalhos de casa para fazer, deitou-se a meu lado na cama e assim ficamos até chegar a minha mãe e termos de ir jantar.
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